14 de jul. de 2011

Portais de Hércules e Caminho do Índio - 8, 9 e 10 de julho.




Essa história começa 3 meses atrás, quando os Camelos decidiram fazer, pela quinta vez, a travessia Petrópolis-Teresópolis, um de nossos programas favoritos. E essa preferência se justifica não só pela beleza da trilha em si, não só para ficar isolado do mundo civilizado por alguns dias, mas principalmente pelo privilégio de conseguirmos fazer tudo isso juntos.




Porém, na semana anterior à data marcada, de um grupo de 12 camelos que estavam confirmados para ir, 8 desistiram por motivos diversos - uma verdadeira conjunção dos astros ao contrário, hehehe. Dos 4 que restaram, dois nunca haviam feito a travessia. E ainda por cima soubemos na véspera que ficaríamos sem corda, item de segurança sem o qual recuso-me a passar no cavalinho e na passagem anterior a ele.




Mesmo assim, resolvemos ir e ver no que dava. Afinal, já tínhamos comprado o ingresso e não queríamos suportar um prejuízo à toa. Eu, George, William (que já havia ido conosco no Papudo/São Pedro/Morro da Cruz) e Thiago fomos os 4 que restaram. Os dois últimos saíram direto do trabalho para a rodoviária Novo Rio, onde nos encontramos já quase na hora de saída do ônibus das 18h30min para Petrópolis. O tempo estava horrível no Rio, mas a previsão do tempo garantia que os dias seguintes seriam de sol na serra.




Chegamos em Petrópolis e nada do George aparecer. Ele veio por Nova Iguaçu, mas seu ônibus atrasou 50 minutos. Fazia um frio considerável na rodoviária de Petrópolis, e o George chegou poucos minutos antes da saída do ônibus que nos levaria à nossa próxima conexão: o Terminal Corrêas. De lá, esperamos mais um pouco até a chegada do famigerado 616 - PINHEIRAL, que nos deixaria quase na porta do parque. Chegamos na portaria do parque por volta das 22h30min, onde fizemos um bivaque. Felizmente, não chovia. E fui dormir tenso e desmotivado com as incertezas que nos cercavam: será que conseguiremos arranjar corda com algum outro grupo? Será que os novatos aguentarão o ritmo? Será...




Virei de lado e dormi.







SEXTA-FEIRA, 8 de julho.



Acordamos por volta das 05h45min. O George disse que, durante a madrugada, um cachorrinho veio até onde estávamos dormindo e ficou cheirando nosso material, hehehe. Tomamos café, ficamos mais despertos e, por volta das 06h35min, começamos a subida. O tempo estava aberto, um lindo dia na serra. Pouquíssimas pessoas subiam. Na nossa primeira parada, na bifurcação do Véu da Noiva, encontramos com um trio que iria direto para o Abrigo 4, no Sino. Paramos para descansar e eles passaram direto.






Estávamos num bom ritmo, sem pressa, e toda hora alertando o William e o Thiago: "Olha, essa subidinha para a Pedra do Queijo é bem chata...", "se cansar, avisa...". E no meio dessas recomendações, subindo na maior calma, eis que em 47 minutos depois da saída da bifurcação do Véu, chegávamos na Pedra do Queijo inteiraços, hehehe. Bem diferente do ano passado, quando subi gripado e levei mais de uma hora com umas 3 paradas para conseguir chegar. Saúde e preparação é tudo!





Nos abastecemos, vimos a paisagem do Vale do Bonfim e, em seguida, continuamos a subida em direção ao Ajax, onde combinamos parar por 30 minutos. A subida estava extremamente agradável, todos estavam suportando muito bem o esforço, a temperatura estava ideal e subíamos sozinhos pela trilha.





Uma hora depois da saída da Pedra do Queijo, chegávamos ao Ajax. Abastecemos os cantis, comemos, descansamos e em seguida fomos encarar a ladeira da Isabeloca. Algumas nuvens começaram a chegar e começamos a temer a possibilidade de não termos uma boa vista no chapadão do Açu.





A subida foi uma das mais tranquilas de todos os tempos, hehehe. Quase não cansamos, pois subimos num ritmo lento, mas tenaz, com rápidas paradas para preservar o fôlego. Quando menos esperávamos, já havíamos subido 3/4 da ladeira e isso nos motivou. Os novatos estavam muito bem, as nuvens traiçoeiras haviam se afastado e a Pedra do Urubu, que marca o final da ladeira da Isabeloca e o início do chapadão do Açu, estava cada vez mais próxima.





O visual da Pedra do Urubu é um verdadeiro motivador para quem está subindo. De lá, dá para ver todo o caminho percorrido: a portaria no Bonfim, a Pedra do Queijo, o Ajax e a Isabeloca. Sempre bate um vento restaurador lá em cima. Da Pedra, falta só uma hora para chegar no Açu, e ainda por cima esse caminho será trilhado pelo chapadão, um de meus lugares favoritos. Se tudo estava a nosso favor desde o início do caminho, agora mesmo é que estávamos na cara do gol!





Quase chegando ao Açu, avistamos ao longe uma pessoa cortando o mato da trilha. Mais parecia um beduíno no meio da miragem. Quando chegamos perto, vimos que tratava-se de um funcionário da Hope (empresa que ganhou a licitação para cuidar dos abrigos e venda de ingressos no parque). Era o Carlos, com quem conviveríamos pelos próximos dias. Com o corte que ele fazia, o caminho ficou bem mais definido, sem o excesso de mato característico desta parte da trilha. Uns 20 minutos depois, chegávamos ao Abrigo 5, no Açu, onde encontramos os 3 caras que já havíamos passado noa bifurcação do Véu da Noiva. Eles seguiram para o Abrigo 4 e nós fincamos nossa bandeira no Açu.










Enquanto William e Thiago montavam sua barraca e George fazia o mesmo, eu me alojava no abrigo. Era a única pessoa hospedada lá, hehe. Conheci o Hamilton, o funcionário mais gentil e gente boa que já pisou no PARNASO em todos os tempos, hehehe. Ficamos surpresos com tamanha eficiência. Esta aí a prova que, hoje em dia, basta alguém ser solícito e educado que se destaca imediatamente da maioria. Além de conhecedor dessa região (passeia por ali desde os 8 anos d eidade), ele também é membro do CEP.




Havia muito pouca gente subindo naquele dia, acho que a maioria preferiu não arriscar pensando que o tempo fecharia. Mas o que víamos era como se o parque estivesse dentro de uma bolha de tempo aberto, enquanto todo o horizonte estava tomado por nuvens.


Depois de alojados, fomos andar pelas redondezas do Açu. Enquanto o Thiago dormia na barraca, eu, George e William procurávamos a entrada do Caminho do Índio, que nos levaria à parte baixa do Morro do Açu. Como já estava quase na hora do sol poente, deixamos nossa procura para lá e fomos para o cruzeiro do Açu ver o pôr-do-sol.




Fazia um frio animal no cruzeiro, ventando demais, e faltando uns 10 minutos para o sol sumir, eu e William desistimos e descemos. George ficou e registrou o astro-rei indo embora.






A noite caiu rapidamente e um frio digno da serra veio junto. Às 19h00, fazia 7º C. Nossos pés começaram a doer de frio, não importava a quantidade de meias que colocássemos. Paralelamente a isso, o céu estava muito limpo e começamos a avistar vários satélites. De repente, um dos acampados em frente ao abrigo falou em tom enigmático: "Vocês têm certeza mesmo que são satélites?". O que veio em seguida foi um relato de um contato imediato de quarto grau que ele disse que teve no Peito da Pomba, em Sana. Foi a sensação da noite no abrigo 5, hehehe.




Enquanto isso, George negociava uma corda e até conseguiu de um funcionário do parque, que naquele dia estava de folga e guiava um grupo, a promessa que ele deixaria sua corda no cavalinho para que pudéssemos usar e em seguida devolvê-la no abrigo 4. Mas, a essa altura, pesando todos os prós e contras que se apresentavam naquele momento, estávamos mais propensos a não finalizar a travessia e tentar algo novo: os Portais de Hércules!




Dormi sozinho no abrigo, e o Hamilton até arranjou-me um colchão (eu estava na área de bivaque), o que foi providencial para aguentar o frio de 0º C que fez durante a madrugada. William, Thiago e George sofreram bastante também - sobretudo nos pés. Mas quem está na serra não pode esperar algo muito diferente mesmo, hehehe.







SÁBADO, 9 de julho






Às 05h00, o Hamilton me acordou. O sol nasceria às 05h32min, então tratei de me agasalhar com tudo o que estivesse à mão e fui com o pessoal assistir ao sol nascente. Ele apareceu pontualmente por trás dos 3 Picos de Friburgo às 05h32min mesmo. Tomamos café, decidimos de vez que não terminaríamos mais a travessia, comunicamos essa decisão ao pessoal do abrigo (que teria que avisar isso ao pessoal do abrigo 4, onde tínhamos reservas, e ao pessoal das duas portarias), preparamos nossas mochilas de ataque e fomos em direção ao Morro do Marco. Objetivo da manhã: conhecer os Portais de Hércules, tido por muitos como o mais espetacular mirante de todo o PARNASO.




Toda a tensão, desmotivação, surpresas desagradáveis e incertezas dos últimos dias haviam sumido. Agora não dependíamos de mais nada e de ninguém, e essa autonomia me fazia ficar amarradão para conhecer um lugar que sonhava em pisar há mais de 5 anos! Sentia que George, William e Thiago estavam na mesma sintonia e nos entregamos ao simples e imenso prazer de trilhar um caminho totalmente novo para nós. Meus olhos brilhavam. O brilho da novidade!




Descemos a laje do Açu com um tempo aberto e visuais de tirar o fôlego na direção do Vale do Bomfim. No caminho, cruzamos por diversos jardins de bromélias, todas com gotículas de gelo nas folhas.






Rapidamente, chegamos no colo entre o Açu e o Morro do Marco. Com mochilas de ataque, chegamos ao cume em menos de 15 minutos! Enquanto isso, as cargueiras descansavam nas barracas e no abrigo, hehe. Do cume, avistávamos boa parte da cadeia de montanhas, e láááááá´embaixo, no final da descida natural da montanha do Marco, a pontinha de uma agulha (Coroa do Frade). É bem de frente para essa agulha que fica o mirante dos Portais de Hércules.






Daí em diante, foi uma vertiginosa descida de aproximadamente uma hora, com um caminho muito parecido com o tipo de terreno do chapadão do Açu - muitas lajes de pedra e capim-de-anta. O caminho é todo marcado por pequenos totens de pedra e setas riscadas nas lajes, e aproveitamos para reforçar essas marcações e refazer alguns totens que estavam caídos.




Já quase no mirante, há um pequeno descampado onde dá para montar uma barraca e ao lado uma formação de pedras (para proteção contra o vento) onde se pode cozinhar. Depois, ficamos sabendo que é um local de acampamento para quem vai atingir a agulha da Coroa do Frade, onde é necessário fazer um rapel de 80 metros pelo abismo.










Há muito tempo que não experimentava uma sensação de liberdade tão grande como neste lugar. Tudo lá é imponente e silencioso. Descíamos sem a menor pressa, tínhamos o tempo a nosso favor. Curti o máximo que pude todos os momentos do caminho, e depois de uma hora de descida, eis que chegamos à beira do abismo. Na verdade, havíamos chegado em um dos mirantes dos Portais. Para chegar ao mirante principal, teríamos que passar por um trecho de capim-de-anta da minha altura, atravessar para o outro lado passando por dentro de um riachinho e só aí atingir a pequena laje de pedra do mirante.











É impressionante o tamanho do abismo e a proximidade da agulha do mirante! As fotos e filmagens não conseguiram exprimir a real dimensão de distância e tamanho das coisas neste lugar. De lá, dá para ver a área intangível do parque, que é proibida à visitação: longas escarpas totalmente cobertas de vegetação, um abismo enorme, e um paredão ao lado do mirante mais enorme ainda (hehehe). Emoldurando a paisagem, toda a cadeia do PARNASO, com as nuvens em constante movimento passando pelos picos mais altos. No meio dessa experiência sensorial, só nos restou sentar, descansar, fazer nosso lanche e aproveitar o dia!












Hora de voltar, pois tínhamos mais uma hora de subida e já começava a fazer calor. Felizmente, há um riachinho e pude me abastecer para a volta. Satisfeitos, fica mais fácil subir. Chegamos ao Marco, onde encontramos um grupo que subia em sentido contrário (sentido travessia), e logo depois já estávamos no abrigo. Lá, encontramos quatro mineiros que estavam de passagem (dois fariam ainda a escalada da Agulha do Diabo, e os outros dois só a travessia). Saíram juntos.




Com isso, ficamos só nós e os dois funcionários do abrigo em toda a região do Açu. Nenhuma outra barraca, ninguém. Almoçamos, tiramos um cochilo sob o sol na laje de pedra que fica de frente ao abrigo e ficamos nessa paz e silêncio de 12h30min até aproximadamente 15h00, quando começaram a chegar alguns grupos de "aborrecentes" (os moleques pareciam ser do Restart) e outros trilheiros vindos de Petrópolis. Mas tínhamos em mente um objetivo para aquela tarde: conhecer o Caminho do Índio, cuja entrada fica nas proximidades do abrigo. A atração seria um pequeno poço abrigado por pedras. Pegamos umas dicas com o Hamilton, o guia e por volta das 15h00 fomos à luta!








Depois de uns 10 minutos que havíamos saído do abrigo, chegamos numa laje de pedra que é o ponto mais alto do caminho, de onde tiramos a foto acima (um mini Portais de Hércules, hehe). De lá, avistávamos toda a parte baixa do Açu (aquela área enorme que se avista da área de barracas) e trilharíamos por boa parte dela, outro sonho antigo meu, que tinha muita curiosidade em saber como era aquela área. E é linda!










A partir daí, para mim tudo foi uma grande diversão. Procurando caminhos, seguindo totens, abrindo picadas no braço, cortando-se com mato... Ou seja, totalmente entregue ao prazer de andar por caminhos desconhecidos. Passamos por algumas pedras curiosas (a Pedra da Bola era a mais pitoresca) e nada de achar o tal riachinho.









Desistimos de achar o tal riachinho (as indicações do guia estavam meio confusas) e voltamos para o acampamento. Fomos ver o visual noturno da área de barracas e emseguida voltamos para o abrigo para afzer nosso rango. Pegamos tudo que restava de comida e no final acabamos produzindo uma deliciosa gororoba com sopão de entrada e miojo com sardinha/atum de prato principal.




Com as facilidades do abrigo, lavamos rapidinho as panelas e pratos e já estávamos prontos a nos entregar ao ócio, batendo papo furado na laje em frente ao abrigo e vendo estrelas cadentes até dar sono. O frio estava menor nesta noite, e fui dormir leve, com a certeza de que o dia 9 de julho de 2011 tão cedo não sairá de minha memória.








DOMINGO, 10 de julho





Hora de partir. Café, desarmar barracas, ver os últimos detalhes. Conhecemos um senhor de 66 anos, o José Luiz, que tinha uma foto de 1966 dele com mais 3 amigos acampando no abrigo de pedras do Açu! Isso foi há 45 anos, e ele estava retornando ao Açu exatamente naquele final de semana, 45 anos depois. Naquela época, eles vinham a pé de Corrêas, pois o parque não tinha entrada no Bonfim - e isso dava duas horas de caminhada adicional. Inclusive, foi o neto dele quem tirou essa foto aí em cima, onde aparecem o Thiago, Hamilton, Carlos, eu, William e George. Uma foto marcante desses três dias no Açu.




Era uma experiência nova descer pela portaria de Petrópolis, e as paisagens estavam impactantes nesse dia. Para qualquer direção que se olhasse, só coisas lindas de se ver. O que tornou a descida bastante agradável e alto-astral.




No caminho, o George deu a ideia de tomarmos um banho antes de sairmos do parque - e é claro que foi amplamente apoiado. Só não sabíamos se seria no Véu da Noiva ou no Poço Paraíso. Acabamos, no final, optando pelo Poço da Ducha, uma área de fácil acesso e mais afastada do povo que fica no Poço Paraíso, mas que também faz parte do Circuito das Bromélias - que faz a ligação entre todos os lagos e riachos desta parte do parque.





Quando chegamos lá, era quase inacreditável que um lugar maravilhoso como aquele estivesse totalmente à nossa disposição. Só que a água estava tão gelada que foi difícil encarar mais do que 10 segundos dentro dela, hehe. Foi para terminar com chave de ouro nossa estadia no parque.




Saímos do parque sedentos por uma Coca estupidamente gelada. Descemos bastante o bairro do Bonfim até finalmente acharmos o nosso líquido negro uns 40 minutos depois. Fizemos nossa celebração enquanto esperávamos o ônibus para o terminal Corrêas. Chegando lá, pegamos outro ônibus até a rodoviária mas, antes disso, ele quebrou na estrada e ficamos esperando a chegada do próximo. Sinistro... No final, nos despedimos na rodoviária com a sensação de que havíamos realizado algo especial.




Na volta para casa, pensando nos 3 dias passados no PARNASO, só pensei na frase que o William repetia seguidamente quando estávamos chegando nos Portais de Hércules: "Esse lugar é mágico!".




Ele está coberto de razão!



Beijos e abraços em todos e até a próxima camelaaadaaaaaaaaa!







PS: Fica a dica - o Hamilton disse que o mirante mais lindo do PARNASO é o do Morro do Eco - 9 horas ida e volta, saindo do Abrigo do Açu. Quem sabe este não é o próximo?

27 de jun. de 2011

TRAVESSIA DA SERRA DA CARIOCA - 25 de junho de 2011



Inicialmente, marcamos de fazer a travessia da Serra da Carioca no feriado de Corpus Christ. Todos os sites de previsão do tempo indicavam "sol para o feriadão" e, diante desses prognósticos animadores, lá fomos eu e o George fazer mais essa trilha preparatória para a travessia Petrópolis-Teresópolis. Só que os sites erraram fragorosamente e tivemos que abortar nossa missão. Choveu quase o dia todo.


Mais eis que, às 22h00 da sexta-feira, o George renova o chamado para o dia seguinte e, claro, fui amarradão fazer uma de minhas travessias preferidas. Aliás, uma das mais lindas travessias urbanas do mundo! Afinal, uma travessia que começa no Parque Lage, passa pelo Corcovado, pela Estrada das Paineiras (com seus mirantes e quedas d´água), Morro do Queimado (que tem provavelmente o panorama mais abrangente da cidade do Rio de Janeiro), Mesa do Imperador, Vista Chinesa e termina com a possibilidade de banhos de cachoeira no Horto não é para qualquer cidade! É uma trilha abundante em quantidade - e qualidade - de paisagens. E abundante também de pontos de água, tanto na mata quanto nos trechos de asfalto.


Porém, uma névoa espessa estacionou na cidade durante todo o dia e não pudemos apreciar toda essa gama de paisagens. Mas, tudo bem. Pelo menos, nosso treinamento de subidas para a Peterê, que faremos daqui a duas semanas, foi bem proveitoso.





Começamos a subida às 08h00, junto com um grupo de 20 pessoas que iriam só até o Corcovado. Fomos subindo num bom ritmo, mas o terreno fica cada vez mais íngreme a partir da metade da subida. depois do pior trecho de subida, chegamos rapidamente à laje da CEDAE, na famosa "Curva do OOOHHHH". Local perfeito para uma parada de reabastecimento: água, lanche, descanso e apreciação de grande visual (esqueçam essa última opção, hehe). Salvo uma ou outra clareira aberta no nevoeiro, estava tudo tomado por nuvens.


De lá, fomos rapidamente até o estacionamento do Cristo Redentor e, infelizmente, o acesso á estátua está proibido para quem vem a pé (ou de bicicleta) até ali.





A subida do Corcovado, chegando aos pés da estátua, tanto pelo Parque Lage como pelos trilhos do trenzinho ou mesmo pela estrada, era um dos programas preferidos e tradicionais de diversas gerações de cariocas, mas que hoje encontra esse impedimento que diminui um pouco o brilho dessa travessia especial.





Descemos rapidamente até a Estrada das Paineiras e continuamos nossa caminhada com uma temperatura agradabilíssima.






O George aproveitou para tomar uma chuveirada na bica mais baixinha das Paineiras, hehe.






Logo depois, saímos do asfalto para adentrarmos novamente na mata, na trilha que leva ao Morro do Queimado.


O Morro do Queimado é um lugar peculiar no Rio. Trilha de fácil acesso, bem marcada, sem grandes dificuldades técnicas até o cume e, curiosamente, pouco frequentada em geral. É talvez o mais espetacular mirante de toda a cidade, só tendo como rivais à altura o Corcovado e a Pedra da Gávea. Tem uma face voltada para a Zona Norte, onde é possível avistar toda a Serra dos Órgãos e boa parte da baía da Guanabara e bairros adjacentes. Mas o grande trunfo desse lugar é exatamente o mirante voltado para a Zona Sul, onde de uma só visada é possível admirar os maiores ícones da cidade: Corcovado, Pão de Açúcar, Lagoa, Arpoador, Ipanema, Leblon, o extenso verde da floresta da Tijuca, Pedra da Gávea e Pedra Bonita.


Isso, é claro, em dias de céu claro e aberto - o que não foi o nosso caso, hehehe. Pequena decepção diante da paisagem totalmente tomada pelas nuvens.





Então, eu e George chegamos ao cume e, pouco depois, resolvemos parar para fazer um lanche antes de iniciarmos a descida para a Mesa do Imperador. Nessa descida, a trilha apresenta uma característica diferente das outras do Rio: é cheia de pequenas pedras escorregadias, o que reforça nossa atenção, mas sem maiores preocupações.






Passamos por uma pequena escalaminhada, afloramentos rochosos (bons lugares para sentar e apreciar o visual) e pequenos penhascos ao lado da trilha nesse trecho de descida, até chegarmos à bela formação rochosa conecida como Pedra da Proa. A partir dela, a trilha entra novamente na mata fechada e desce por aproximadamente 15 minutos.






Nesse trecho, encontramos um casal que subia, sendo as únicas pessoas que encontramos em todos os caminhos de mata que fizemos durante o dia! Em seguida, há uma bifurcação (entrar à direita!) que leva diretamente, em mais 20 minutos, à Mesa do Imperador.






Na Mesa do Imperador, é hora de voltar ao asfalto novamente - dessa vez, na Estrada da Vista Chinesa. Aqui, a travessia oferece duas vertentes: na primeira, descer em direção ao Alto da Boa Vista, onde em mais 3 Km é possível chegar nas proximidades da praça Afonso Viseu, na entrada do Parque da Tijuca, ou tomar a direção da Pedra Bonita e descer pela Estrada das Canoas, finalizando em São Conrado; e na segunda, descer em direção à Vista Chinesa (que está a 1 Km da Mesa do Imperador) e chegar, 4 Km depois, ao Jardim Botânico. Decidimos pela segunda opção.






A partir da Vista Chinesa, a travessia oferece mais 3 opções de percurso: o primeiro, pegar uma triulha pela mata e descer até o Parque da Cidade, na Gávea (um dos mais belos parques do Rio, mas que atualmente encontra-se em mau estado de conservação); o segundo, descer pela mesma trilha anterior e, na bifurcação, entrar á esquerda, na direção do Horto, saindo bem ao lado da Escola de Botânica Tropical do Jardim Botânico; e a terceira via é continuar descendo direto pelo asfalto até o Jardim Botânico. Fomos por essa.


Esse último percurso nos dá a opção de fazer pequenos desvios ao lado da estrada e tomar banho em algumas cachoeiras. O George aproveitou a oportunidade e tomou um rápido banho, coroando em grande estilo nossa chegada ao final desse passeio que durou 7 horas e meia (contando as paradas). Já na rua Jardim Botânico, fizemos nosso tradicional "lanche de despedida" num boteco e fomos embora com a certeza de termos finalizado uma travessia que foi prazerosa do início ao fim.




Para finalizar, o George teve a ideia de reunir a camelada e fazer esse caminho invertido - do Jardim Botânico ao Parque Lage, com direito a banhos de cachoeira no Horto, de bica nas Paineiras, fazer um almoço especial nas pedras do Morro do Queimado (com visuais de cair o queixo) e, ao invés de subir aquela pirambeira para o Corcovado, descer - muito mais fácil, hehe. Eu adicionaria uma ida à Pedra Bonita nesse pacote e teríamos só fotos de cartão postal ao fim do dia!


Mas isso ficará mais para a frente.


Beijos e abraços em todos e até a próxima!













































































13 de mai. de 2011

Pedra do Sino, Baleia, São Pedro, Papudo e Pedra da Cruz

Segue o relato daquilo que poderia ser apenas mais uma história sobre a ida à Pedra do Sino. Porém diferente das outras vezes, nos programado para irmos à mais dos picos vizinhos: O São Pedro e o Papudo.
1º Dia

Após acordar às 03:40 hs da manhã (vai morar em Nilópolis e não ter carro para ver o que é bom), tomei o meu café da manhã, banho e me preparei para partir. Vesti minha cargueira, que comecei a arrumar a cerca de 3 dias. Fui para o ponto de ônibus e consegui chegar na rodoviária às 05:30hs como havia combinado com outros 2 membros desta aventura: Willian e Hudson.
A minha maior preocupação era com o Willian, pois morava em São Gonçalo e sei que em época de feriadão as estradas de lá ficam congestionada. Porém para a minha surpresa ele já estava lá, e quem teve realmente problema para chegar devido a condução foi o Hudson. Com isso nossa partida que estava programada para às 06:00hs teve que ser às 06:30hs.


Partimos e não pegamos nenhuma grande retenção. Chegamos antes das 09:00hs, encontramos o Beto e o Alberto, que haviam chegado à pouco tempo e fomos para a bilheteria. Tivemos vários problemas na bilheteria, que não vou comentar aqui, pois seria uma história a parte. Alberto deu a idéia já que estava de carro de levar um de nós junto com as cargueiras até a Barragem e deixar um tomando conta, e depois pegar o restante da galera.
Feito isso fizemos um pequeno lanche na barragem (Já era quase 09:30 e eu havia comido pela última vez às 04:00) e finalmente entramos na trilha.

A subida foi tranquila sem maiores imprevistos. Com isso tivemos mais tempo de conhecer melhor William e Hudson. Eu era o único que os conhecia, e assim mesmo pela internet. Não tínhamos muita pressa em subir e assim mesmo fizemos em um bom tempo. Entramos às 09:30 na trilha e chegamos às 14:30. Cinco horas de subida com cargueiras para 3 dias até que não foi nada mal. Fizemos apenas 3 pequenas paradas: No Véu da Noiva, na segunda cachoeira e no Mirante da Cota 2000 para que os novatos pudessem avistar a Pedra da Cruz, Mirante do Inferno entre outros. No antigo Abrigo 3 fizemos uma parada maior para "almoçar" de cerca de 30 minutos. Fomos para trás do Abrigo 4 para acampar por ser um lugar com menos movimento.

Resolvemos não subir a Pedra do Sino para ver o Pôr-do-sol neste dia, pois estava meio nublado. Em compensação fomos a Baleia para apreciar o visual de lá e reconhecer o início da trilha para o São Pedro. A noite comemos o macarrão do Alberto e o Sopão do Beto. Acrescentamos outros condimentos a este primeiro "banquete" como farofa pronta entre outros. Jogamos um pouco de conversa fora com nossos vizinhos de barraca: Sérgio e Carlos. Inclusive o Carlos conhecia a trilha do São Pedro e iria conosco apesar de ter feito apenas uma vez. O único incidente deste dia é que o tênis do Beto começou a despregar a sola ficando presa pelo calcanhar apenas. De início colocou silvertape. Mas no dia seguinte variamos que isso não seria o suficiente.

2º Dia

Antes do amanhecer fomos fazer o que a tradição manda. Ver o nascer do Sol na Pedra do Sino. A felicidade dos novatos era grande. Para nós Camelos apesar de já ter visto diversas vezes este evento é sempre muito gratificante. Descemos e depois de tomar o café da manhã nos despedimos do Alberto, que tinha a sua carta de Alforria à vencer. Após a despedida os remanescentes mais o nosso vizinho Carlos partiram para a trilha do São Pedro.

A trilha do São Pedro demonstrou ser bem fechada e no colo entre a Baleia e São Pedro enlameado. Lembrando muito o trecho entre o Vale das Antas e o Dorso da Baleia da travessia. Seguimos o Carlos e quando havia alguma dúvida liamos o mapa desenhado a mão do Beto. Fiel ao Guia de Trilhas da Serra dos Orgãos. Muito bom por sinal. Seguindo a orientação dos dois chegamos sem grande dificuldade ao cume. É magia pura. Ver o cume da Agulha do Diabo é maneirissímo. Parece não ter muita diferença a vista do São Pedro com relação à Pedra do Sino, quando vemos deste último, mas tem. Além de uma outra visão das escarpas, os montes que passamos pela travessia ficam mais definidas e aí é possível ter uma idéia melhor do caminho que percorremos.



Preenchemos o livro do cume e não demoramos mais que 20 minutos lá em cima. Nuvens começavam a chegar no Papudo e queríamos visita-lo antes que pudesse ficar todo encoberto. Tratamos de descer e tivemos uma dificuldade de orientação, pois já na descida dentro da vegetação haviam uma bifurcação que não percebemos na subida e pegamos o caminho errado. Voltamos e vimos o caminho certo. Fechamos o caminho errado com mato e galhos caídos para que outros não tomassem o caminho errado também. Continuamos o percurso sem nenhum outro incidente até a volta para o acampamento. A sola do tênis do Beto já estava no bagaço e já era sustentada por outro cadarço que ele carregava.

Recarregamos nossas mochilas e partimos para o Papudo. Agora com a companhia além do César, a do Sérgio também, que estavam partindo e iam nos acompanhar até o começo da trilha do Papudo. Chegamos ao início da trilha. E se achavamos à do São Pedro fechada quando vimos a do Papudo gerou até receio de entrarmos de tão fechada que era. Após eu olhar o mapa eu andei pela trilha da Pedra do Sino mais adiante para confirmar se de fato esta era a entrada. Nos despedimos dos nossos vizinhos, tomamos coragem e partimos para dentro dela literalmente falando. Eu ia na frente e o Beto ia por último. Era como se eu fosse o piloto e o Beto, com o mapa na mão, fosse o navegador. A trilha era muito fechada mesmo. Nascia mato no meio dela. Depois de passarmos por fendas, trepa-pedras, por baixo de rochas e ao lado de abrigos e pelo fato do Hudson ter percebido a trilha final do cume, quando já tínhamos tomado a decisão de voltar, chegamos ao cume. Realmente é considerada a melhor vista de Teresópolis. Conseguimos ver nitidamente o vale atrás do Papudo e dos morros do outro lado, apesar das nuvens de vez enquanto quererem atrapalhar. Deu para ver até algumas plantações mais adiante. Preenchemos o livro do Cume, que estava dentro de uma "marmita" pregada na rocha. Ela estava com algum resto de alimento, alguns insetos e uma aranha de cor vermelho-vinho que saiu correndo para o outro lado. O livro estava preservado em um saco plástico. Demos um tempo lá em cima de cerca de 15 minutos e voltamos a descer. Até que a volta foi mais rápida. Achamos quase no final uma "mina" que pensávamos ser de algum animal, só que logo adiante vimos papel higiênico e aí tivemos certeza que o animal em questão era o homem.





Saímos da trilha e decidimos ir ao morro (ou pico) da Cruz. Nós menos o Beto cujo tênis praticamente sem sola o convenceu a voltar para o acampamento. Nos separamos e fomos ao Cume da Pedra da Cruz. Entramos pela Cota 2000 na mesma trilha para o Mirante do Inferno e chegamos a fazer o caminho das Orquídeas até o mirante, mas aí as nuvens chegaram e tamparam o visual. Voltamos e seguimos para o cume do Morro da Cruz na esperança de que a nuvem que atrapalhava todo o visual do vale fosse embora. Subimos bem, pois não é de grande dificuldade a sua ascenção. Somente prestar bastante atenção. Ficamos também cerca de 15 a 20 minutos lá em cima. Esperando e nada da nuvem ir embora. Vista somente em direção a Teresópolis. E aliás foi somente ali que pude ver realmente a região que foi afetada pela fortes chuvas de janeiro. Parece que dois morros pelo menos tiveram sua vegetação “descascada” pela enxurrada em alguns pontos. Quando começamos a descer é que o a nuvem resolveu ir embora e ai sim pudemos ver todo o vale e mais o Dedo de Deus e a Agulha do Diabo. E aí da-lhe fotos.




Voltamos e demos uma parda no pequeno poço, cuja as águas prosseguiam por um pequeno sumidouro. Ali me refresquei tomando um pequeno banho de rio, que estava muito gelada, mas que deu uma excelente revigorada. Prosseguimos e quando já era possível avistar o Abrigo de volta, quem encontramos sentado apreciando a natureza? O Beto.

De acordo com a sua informação ele resolveu parar e esperar pela nossa volta. Nesse meio tempo foi abordado por um grupo de garotos, que ia em direção ao Abrigo, e lhe perguntaram se era o Albert. Surpreso sem reconhecer nenhum deles respondeu que sim. Logo mostraram o motivo da pergunta. Acharam o seu documento na trilha. O qual nem havia percebido que havia perdido.

Chegamos no Abrigo 4 por volta das 03 da tarde e resolvemos comer e descansar um pouco, já que tínhamos uma última investida para fazer: Ver o Pôr-do-Sol na Pedra do Sino. Por volta das 04:30hs subimos pela última vez e esperamos pelo belo espetáculo, que era ameaçado pelas nuvens ao redor. Porém a media que o ápice do fenômeno chegava, mas as nuvens se dispersavam. E as que ficaram só serviram para compor a bela paisagem que se formou.



Retornamos ao abrigo no cair da noite. Não tínhamos mais nada a fazer naquele dia que já fora tão especial. Porém por uma falha grosseira da administração do parque o acampamento ficou superlotado. O sistema on-line do parque não computou as reservas do abrigo anteriores ao início da operação. Resultado: Os que tinham barracas foram acampar. E com isso tinha gente procurando armar a barraca de qualquer jeito. Chegamos até a sair do local onde estávamos para evitarem de pedir para mover as nossas. Voltamos quando tudo estava ok. Comemos nossos miojos, sardinhas e salmões enlatados. Um segundo banquete. E conhecemos uns simpáticos Koreanos. Coisa rara, pois a maioria é extremamente fechada. Mas nada como o clima da aventura para socializar o povo. Tinham como curiosidade uma mesa de madeira onde serviam suas refeições e trouxeram também panelas de pressão. Tinha no grupo pessoas de uma certa idade que inclusive tinham feito Serra Fina. Que disposição...

3º Dia

Devido a este "overbook" planejamos acordar bem cedo para partir. Antes das 06 da manhã levantamos e fomos embora por volta das 07:00. Direto só parando na cachoeira antes do Véu da Noiva e no próprio Véu para que o Beto "amarrasse" o seu tênis. Ao sair na barragem já tinhamos percorrido 04 horas de trilha. Demos um descanço e nossos nomes à moça da Hope, que foi a mesma que nos abordou na barragem quando estivemos lá na subida. Não tinham o nosso termo de responsabilidade em mãos, que sinceramente não fiquei nem um pouco surpreso com isso. Ficamos de dar os nomes na portaria quando passássemos por lá. Seguimos pela trilha suspensa até chegarmos no rio paquequer onde tomei um bom banho de rio e o Beto se refrescou. Willian e Hudson preferiram ficar aguardando. Dali seguimos para a área de camping. Hudson e Willian queriam tomar um banho nos chuveiros dali, e eu que já tinha tomado banho de rio me trocar. Enquanto isso Beto encontrou um conhecido lá da Pedra do sino que também estava acampado no camping e ofereceu algumas carnes do seu churrasco. Comemos também alguns pedaços e partimos rumo à portaria. Lá dei o meu nome para que procurassem o nosso Termo de Responsabilidade. Fomos logo dispensados sem fazerem nenhuma menção de procura-lo.



Percorremos alguns quarteirões até chegarmos na drogaria "A Original" onde vende passagem, mas como o bilheteiro só ia voltar às 01:40 e era ainda cerca de 01:15 fomos a padaria ao lado para comermos e confraternizarmos. Eu sempre que venho ao parque costumo parar nela e pelo jeito o pessoal gostou. Bons salgados, saduiches diferentes e uma big coke fizeram a nossa alegria. Voltamos ao guichê e compramos nossas passagens. Dali eu me separaria do restante, pois comprei para Nova Iguaçu, enquanto o restante ia para a rodoviária Novo Rio.

Foi muito gratificante esta aventura. Não só pelo São Pedro e Papudo, assim como também pelo meu regresso a Pedra da Cruz. Mas muito mais pela felicidade nos rostos de Hudson e Willian e do objetivo conquistado pelo Beto. E isso não tem preço...

10 de jan. de 2011

Programação de acampamentos 2011.

Olá Camelos,
Segue a programação dos dias de acampamento da turma aqui de Magé para o ano de 2011.

Janeiro - 29/30 - 14hs
Fevereiro - 19/20 - 8hs
Março - 07/08 - 8hs
- 26/27 - 14hs
Abril - 16/17 - 8hs
Maio - 21/22 - 14hs
Junho - Travessia Petro/Tere - 23/24/25
Julho - 16/17 - 14hs
Agosto - 6/7 - 8hs
Setembro - 10/11 - 14hs
Outubro - 01/02 - 8hs
Novembro - 26/27 - 8hs
Dezembro - Sem programação de acampamento.

Estou colocando tambem a grade dos dias que teremos livre para fazer uma trilha bate e volta ai no RJ.
Beto, se você puder ver isso pra gente, te agradeço.

Trilhas Rio

Fevereiro - 12
Março - 05
Abril - 09
Maio - 01
Junho - Férias
Julho - 30
Agosto - 13 ou 20
Setembro - 07 ou 24
Outubro - 15
Novembro - 19

Abraços.
Léo Moooontanhaaaaa!!!!!!